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Abril | 2022

Relatório de rentabilidade

Tudo convergiu para inflação

A inflação segue como um elemento de incerteza para o cenário econômico local e internacional. Aqui no Brasil, o destaque de abril foi a divulgação do IPCA-15, que apresentou o resultado mais alto para o mês desde 1995. Desta forma, a economia segue com núcleos de inflação rodando em intervalos incompatíveis com o necessário para o cumprimento da meta.

O boletim Focus, finalmente, foi divulgado após um mês de greve no Banco Central e mostrou projeções de inflação em 4,1% para o ano que vem, o que corresponde a um aumento de 85 pontos base. 

Por isso, embora a última reunião do Copom (de 04/05) já seja notícia para o relatório de rentabilidade de maio, diante desse cenário é importante mencionar a decisão tomada. Houve um aumento de 1p.p. na taxa Selic saindo de 11,75%a.a. para 12,75%a.a. E há expectativa de elevá-la novamente, em menor magnitude, na próxima reunião com o objetivo de tentar controlar a inflação.

Além disso, o novo aumento dos casos de Covid-19 na China acabaram reforçando as medidas sanitárias. A quarentena teve um forte impacto nas cadeias de suprimentos, e  associado à persistência do conflito entre Rússia e Ucrânia, aumentam a volatilidade dos preços de commodities. Como consequência, houve um declínio dos preços de ativos de risco local e internacional. 

A alta que o Ibovespa vinha acumulando desde o início do ano era de 15% e em abril observamos uma queda de 10% no índice, consolidando um aumento de apenas 3%. Abril teve o pior desempenho desde março de 2020. Antes disso, um comportamento semelhante só ocorreu em 2004.

No entanto, o desempenho ruim não foi exclusividade do Brasil, houve também uma queda significativa nas Bolsas globais e deslocamentos das curvas de juros para cima nos principais países desenvolvidos. Porém, caso haja confirmação do nível de preços global mais controlado, as fragilidades da economia brasileira devem se voltar novamente para o cenário de política fiscal.

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Marcelo Romero   Linkedin
CIO / Diretor de investimentos

Principais destaques nas categorias de ativos:

Renda fixa
Os fundos de Renda Fixa e Crédito Privado da Magnetis obtiveram resultados acima dos seus respectivos benchmarks e a performance nominal dos fundos foi impactada pela menor quantidade de dias úteis no mês de abril.

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Com o aumento da taxa de juros, a captação dos fundos de Renda Fixa e Crédito Privado têm aumentado nos últimos meses e três pontos nos chamam a atenção:

  1. Investidores estão saindo dos ativos de risco (ações e multimercados) e migrando para ativos mais seguros;
  2. Alguns gestores de Renda Fixa e Crédito Privado estão diluindo as suas estratégias com caixa e isso reduz a capacidade de geração de retorno dos fundos;
  3. Outros gestores de Renda Fixa e Crédito Privado estão fechando os seus fundos para captação.

Nossa opinião sobre os pontos acima: sair dos ativos de risco e migrar para ativos seguros nesse momento é uma decisão ruim. 

Há pouco tempo vivíamos no Brasil e no mundo um período de grande euforia nos mercados financeiros. Todo e qualquer ativo subia, quase sem motivo aparente ou com explicações demasiadamente elaboradas - o que é ainda pior dado que a tentativa de explicar o inexplicável é simplesmente patético. Nesse momento, vimos um grande número de investidores entrarem na bolsa e nos ativos de risco em busca de ganhos exorbitantes e, especialmente, de curto prazo.

A história não termina bem e você sabe disso. Passado alguns meses, bolsas caindo e juros subindo, agora esses mesmos investidores estão assustados e traumatizados e estão buscando recuperar o prejuízo que tiveram na bolsa de valores na renda fixa. Tarefa inglória, especialmente por que esse investidor sairá da renda fixa depois que a bolsa voltar a subir e se perpetuará nesse "compra caro e vende barato" até entender que investir é um jogo de paciência, não um casino.

Enquanto isso, os gestores de renda fixa estão captando bastante e isso nos preocupa. Queremos gestores que estejam focados na geração de retorno para os seus investidores e não na remuneração da taxa de administração se o fundo continuar crescendo em detrimento da performance.

Uma das formas de monitorarmos isso é estarmos próximos dos gestores, acompanhar as carteiras dos fundos para ver se houve alguma mudança na política de gestão/alocação e quais gestores optaram por fechar os seus veículos para novas captações. Dos seis fundos de crédito corporativo de alocamos, fundos com liquidez e com passivo pulverizado, apenas dois ainda estão abertos. Isto é, entendemos que os gestores que alocamos os recursos dos nossos clientes estão genuinamente preocupados com a execução e performance das suas estratégias dado o tamanho que atingiram nos últimos meses.

Para finalizar, no mês de abril, aumentamos marginalmente a posição em alguns fundos de Crédito Corporativo por conta do fechamento dos fundos para novas alocações e mantivemos a disciplina na diversificação dos portfólios nas diferentes classes que alocamos (caixa, termo, crédito corporativo, high yield e crédito estruturado).


Multimercado
Apesar do pessimismo do cenário global, o fundo Magnetis Diversificação Multimercado se beneficiou de alguns movimentos, a parcela macro apresentou bons resultados, em decorrência da posição em juros Brasil e em outros países. Com a forte pressão inflacionária e aumento dos juros globais, nos deparamos com a saída dos investidores de ativos de risco e a valorização do dólar. 

Conforme o esperado, o multimercado exerceu seu papel nas carteiras Magnetis mantendo a descorrelação com a parcela de ações, tanto global quanto local.

 

Renda Variável
O mês de abril apresentou muitos desafios para o mercado acionário, tanto no contexto global quanto local. O cenário atual preocupa: trata-se de um período de expectativas majoritariamente negativas em relação ao futuro de algumas das maiores economias globais. Nos EUA, os níveis de inflação atingiram os patamares mais altos em 40 anos no mês de abril, e com isso a expectativa para aumentos mais expressivos na taxa de juros foi precificada rapidamente, e os principais índices seguiram caindo ao longo do mês. Alguns dos principais setores que sofreram foram os de growth, tal qual o setor tecnológico, presente em nossa carteira. 

A inversão da curva do futuro de VIX que estamos observando desde março sugere que existe uma maior noção de incerteza (e volatilidade) em relação ao curto prazo, e com isso a ideia de uma recessão na maior economia do mundo já está surtindo efeitos no mercado acionário. Nossa carteira consegue absorver o choque dessas quedas ao diversificar nossa posição em setores de value (como o setor de utilities, representado pelo VPU em nossa carteira). Mesmo assim, a tendência de aumento da correlação entre classes de ativos distintas (tal qual cripto x equity) também prejudicou nosso retorno no mês. 

Localmente, o mês também não foi positivo. Após um início de ano interessante para a parcela de renda variável local da nossa carteira, o mês de abril decretou o início de uma queda expressiva nos principais índices locais, diminuindo os retornos do Ibov no ano para próximos de zero. A inflação e o juros também são tópicos importantes para o mercado de ações no Brasil, mas aqui a situação pode ser encarada com um pouco mais de otimismo: tudo indica que estamos na parcela "final" do ciclo de aumento de juros, e com isso uma maior previsibilidade da política monetária pode significar uma oportunidade de recuperação de alguns ativos de risco no futuro.

A parcela de ações das carteiras Magnetis é, por definição, a parcela mais volátil do portfólio dos nossos clientes. Isso significa que retornos negativos e momentos desafiadores como o que vivemos agora são esperados. Mesmo assim, estamos trabalhando para analisar nossas posições constantemente para aproveitar as massivas oportunidades de compra que um momento como o atual nos proporciona, além de garantir que os princípios de diversificação da nossa carteira se mantenham verdadeiros, mesmo diante de mudanças de cenário em nível macroeconômico.

Resiliência nos investimentos:

As carteiras Magnetis são desenvolvidas estrategicamente, com diversificação e de forma quantitativa. Isso nos permite maximizar seus ganhos no longo prazo, enquanto mantemos um nível de risco adequado e promovemos um crescimento patrimonial consistente. Veja como a Carteira Magnetis 3, se comportou diante das crises do mercado nos últimos 6 anos.

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Rentabilidade da Magnetis

Confira a rentabilidade das carteiras Magnetis do mês de Abril e dos meses anteriores para comparação. Para ter acesso a rentabilidade detalhada desde o início acesse aqui.

 

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Fundos de investimento não contam com a garantia do Administrador do fundo, Gestor da carteira, de qualquer mecanismo de seguro ou, ainda, do Fundo Garantidor de Créditos - FGC. Rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura. As estratégias com derivativos, utilizadas como parte da política de investimento de fundos de investimento, podem resultar em significativas perdas para seus cotistas superiores ao capital aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do fundo. Ao investidor é recomendada a leitura cuidadosa do prospecto e regulamento do fundo de investimento ao aplicar seus recursos. Para avaliação da performance de um fundo de investimento, é recomendável a análise de, no mínimo, 12 (doze) meses.

 

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